domingo, 6 de julho de 2014

O aliciante continente europeu

Mesmo com alguns conflitos graves e devastadores a que foi sujeito ao longo das décadas, a Europa sempre foi um continente muito atrativo a nível cultural, politico e até económico.
O fenómeno migratório que se tem verificado nos últimos anos, em que milhares de pessoas (incluindo crianças) tentam chegar à Europa, provenientes do continente africano (e não só), comprovam a qualidade do nosso continente.
Arriscando a vida em viagens de barcos sobrelotados, as pessoas abandonam os seus países fugindo à guerra e em busca de melhores condições de vida. No entanto, devido a naufrágios, alguns deles não chegam a alcançar o objetivo, como comprovam os números de mortos nos últimos anos.
A porta de entrada na Europa faz-se, na maioria das vezes, pela Espanha e Itália, que já reforçaram as suas fronteiras marítimas, com o intuito de conter este fluxo de emigração clandestina proveniente do sul.
É neste contexto que considero o continente europeu atrativo, onde as pessoas podem viver com (ainda ) qualidade de vida, comparativamente a outras zonas do globo.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Regresso dos heróis

Vinte e cinco dias depois da partida, os heróis portugueses regressam ao país.
Estou a falar dos jogadores da seleção nacional de futebol que estiveram presentes no mundial de futebol do Brasil.
Apesar da eliminação na primeira fase do torneio, considero que a prestação dos jogadores foi boa. Não. Não estou a brincar. Os nossos jogadores fizeram tudo o que estava ao seu alcance para que o resultado final fosse outro, mas não conseguiram.
Não conseguiram por diversos fatores, mas acima de tudo pelo facto das outras seleções (Alemanha e EUA) terem demonstrado ser melhores dentro de campo.
Sempre disse que estes jogadores não estavam ao nível dos de outro tempos, mas que acreditava e desejava que fossem campeões.
Embora não tenha sido possível chegar à final, julgo que estes jogadores são mesmo heróis!!!!! Heróis porque conseguiram chegar a uma fase final do campeonato do mundo de futebol. Heróis porque conseguiram vencer a Suécia num jogo memorável para o apuramento. 
Espero que me engane, mas tenho a noção de que haverá tempos em que vamos sentir saudades destes jogadores. 

terça-feira, 17 de junho de 2014

Internet: o bom e o mau

De acordo com o jornal "Expresso" de 13 de junho, "Cada vez mais jovens estão viciados em jogos online..." verificando-se que uma grande percentagem de jovens estão afetados pelo vicio dos jogos no computador, passando longas horas fechados nos quartos sem terem a consciência que estão viciados. 
Há já hospitais públicos e clínicas privadas que criaram o serviço específico de tratamento deste vicio - "...Núcleo de Intervenção Problemática da Internet (NUPI)..." -, para tratamento de jovens e adultos de idade compreendida entre os 15 e os 34 anos de idade.
A mesma noticia refere igualmente que os jovens "...estão cada vez mais ligados à net e começam cada vez mais cedo..." , constatando que "...[a]os 11 anos, 80% têm página no Facebook".
Para tudo isto muito contribuem (alguns) pais que promovem esta aproximação às novas tecnologias desde muito cedo, para manter as crianças entretidas enquanto os os progenitores fazem as suas atividades.
De facto, já tenho reparado nas inúmeras crianças que em diversos espaços públicos apresentam um telemóvel, uma tablet PC, smartfone e/ou outros, completamente fixados nos jogos que têm à sua frente, sob a felicidade e descontração dos pais.
Assistimos hoje em dia a uma sociedade cada vez mais "informatizada" ou "tecnológica", o que no meu entender considero benéfico achando, todavia, que deverá haver moderação (como tudo na vida).
Apesar das novas tecnologias nos permitirem ter acesso rápido a informação e promoverem a aproximação de pessoas (através das redes sociais e não só), considero também que se não houver um rigoroso enquadramento das crianças e jovens nesta matéria poderemos assistir a um aumento do número de viciados nestas ferramentas, com as consequências que daí advenham.  
Vejo a Internet como uma ferramenta excecional que nos dá enormes vantagens. Porém, constato também que falta às crianças e jovens da "geração Z" uma mudança das rotinas e hábitos, nomeadamente com a promoção de atividades que hoje em dia são menosprezadas e que favorecem o desenvolvimento intelectual e físico da geração futura.


terça-feira, 10 de junho de 2014

A árvore da Paz

No domingo, dia 8 de Junho, foi plantada uma árvore no Estado da Cidade do Vaticano. 
À primeira vista tudo parece normal na medida em que existem espaços verdes naquela cidade, sendo habitual a manutenção dos jardins.
Mas, esta árvore não é uma árvore qualquer. Foi plantada no final de um encontro histórico, promovido pelo Papa Francisco, entre os presidentes de Israel - Shimon Peres - e da Autoridade Palestiniana - Mahmoud Abbas.
Este encontro visou a oração pela paz no Médio Oriente, durante o qual o Papa exortou aqueles líderes a terem coragem em diligenciar no sentido da paz nos dois países e naquela região do globo.
O conflito Israelo-Árabe teve início nos finais do século XIX alastrando-se até aos nossos dias, sendo que em 29 de Novembro de 2012 a Organização das Nações Unidas reconheceu o Estado da Palestina. Contudo, os conflitos entre Árabes e Judeus continuam a afetar decisivamente a construção de uma paz duradoura naquela região, assistindo-se a mortes de inocentes incluindo crianças.
A árvore escolhida para ser plantada pelos três lideres mundiais foi a oliveira, uma árvore caraterizada por ter folhas persistentes, e símbolo da longevidade. 
Vejo este encontro como uma persistente e incansável vontade do Papa Francisco em promover a paz e segurança duradouras para o Médio Oriente, que só será alcançada se houver vontade dos presidentes dos dois Estados envolvidos, condição necessária para alcançar o fim de um dos maiores conflitos internacionais da história da humanidade. 

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Partida dos heróis

Hoje foi o dia da partida da seleção nacional de futebol com destino aos EUA, onde realizará o último estágio antes do início do mundial de futebol no Brasil.
A comitiva nacional foi recebida, no palácio de Belém, por Sua Excelência o Presidente da República - Cavaco Silva -, onde teve lugar um almoço de despedida.
Após o almoço, o Presidente da República dirigiu umas breves palavras a toda a comitiva, através das quais referiu que os portugueses estavam com a seleção nacional e que tinham muito orgulho nos jogadores portugueses. Referiu ainda aos jogadores que considerava que o trabalho da seleção iria ser difícil mas que tinha a confiança que os jogadores iriam elevar o nome de Portugal no campeonato do mundo de futebol.
Após os dois jogos de Portugal nos EUA (contra o México e República da Irlanda), a seleção das quinas dará o pontapé de saída no mundial no dia 16 de Junho contra a Alemanha, defrontando depois os EUA no dia 22 de Junho, e a seleção do Gana a 26 de Junho. 
Chegado a este ponto devo referir que sou um adepto incondicional da seleção nacional, mesmo considerando que esta não é a melhor seleção de todos os tempos.
Espero de facto que este conjunto de jogadores faça o melhor que sabe e pode (com ou sem Ronaldo), elevando o nome do país a nível internacional, e tragam do Brasil o título de campeões do mundo de forma a que possam, aí sim, ser tratados e considerados "heróis nacionais".

domingo, 1 de junho de 2014

Ao fim de algum tempo...

 Passados mais de quatro anos desde a última publicação neste blogue, retomo a escrita neste espaço que pretende ser não só uma oportunidade para expor as minhas ideias sobre alguns temas, mas também servir de interação com outras pessoas que acharem por conveniente.
A minha ausência durante este período foi provocada por diversos motivos, designadamente devido à minha atividade profissional e a um período de estudos desenvolvido ao longo de três anos, que não me permitiram dar continuidade ao blogue que havia criado em 2009.
Por outro lado, é minha intenção ter uma presença mais assídua a partir deste momento esperando que consiga "ir alimentando" este espaço sem interrupções tão grandes como esta que acabou hoje.
Vamos ver se consigo cumprir com o que estou a prometer.
Aproveito a ocasião para lançar o repto a todas as pessoas que queiram contribuir para este desafio, através dos seus comentários que serão bem vindos.
   

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

HAITI

O sismo que assombrou na semana passada o Haiti e que vitimou milhares de pessoas (75 mil até este momento) suscitou-me um leque de sentimentos que por vezes estão um pouco esquecidos e que normalmente só são recordados quando algo de muito mau acontece.
Ao ver as imagens que nos chegam a casa através dos meios de comunicação social sinto uma enorme tristeza, frustração e incompreensão.
De facto, sinto muita tristeza ao ver o sofrimento de um povo que foi abalado por uma catástrofe que fustigou tudo e todos, não olhando á idade, sexo nem á raça e cultura das pessoas. É nestes momentos que me apercebo com maior lucidez que não somos nada. Nada mesmo!! O ser humano não consegue controlar os efeitos devastadores da natureza. Fico chocado e sem palavras quando vejo aquelas imagens de pessoas mortas e feridas sem ter qualquer tipo de ajuda. Nem equipas de socorro, nem hospitais, estando entregues a si próprias.
Experimento também o sentimento de frustração quando vejo o sofrimento de pessoas completamente destruídas, em termos físicos e psicológicos, e eu, do outro lado do oceano sem poder fazer nada para aliviar o sofrimento daqueles sofredores.
Sinto igualmente incompreensão pelo facto da comunidade mundial parecer estar inactiva e serena a observar os acontecimentos sem ter qualquer resposta de ajuda humanitária. De facto, nos dois primeiros dias a seguir ao sismo não havia qualquer resposta por parte dos países desenvolvidos.
Por outro lado, foram os EUA a dar o primeiro passo em termos de ajuda humanitária enviando para o Haiti as primeiras equipas de socorro. Foi igualmente o primeiro país a enviar meios militares (11 mil soldados) para garantir a segurança das acções de distribuição de alimentos e a segurança do país.
Continuo a achar que os EUA são a maior potência mundial e aquela que é capaz de projectar forças (militares ou outras) em tempo útil em qualquer ponto do planeta.
A ONU vai enviar (só agora) 3500 militares e policias para aquele país.