Baraka Obama, presidente dos EUA, faz hoje o primeiro ano à frente do executivo daquela que é, na minha opinião, a maior potência a nível mundial.
Rotulado de "grande esperança" pela maioria do povo americano, o novo presidente concluiu um ano de mandato tendo até agora usado uma estratégia "low profile" para fazer face às dificuldades do planeta.
No entanto, a estratégia/postura de Obama parece-me que está um pouco aquem das expectativas, por um lado, da maioria dos americanos que nele votaram, e por outro, das populações mundiais que viram nele uma oportunidade de mudança das relações globais entre povos.
A seguir ás eleições naquele país, Obama prometeu, entre outras coisas, a reforma da Saúde, diminuir o desemprego, acabar com a prisão de Guantanamo, acabar com a presença militar americana no Iraque. Alguns criticos do presidente afirmam que nada disso foi feito até agora.
Mais recentemente, e a nível de politica externa, o presidente Obama tem a braços um grande dilema que poderá ter repercussões na politica interna dos EUA, designadamente no que concerne ao envio de mais tropas para o teatro de operações no Afeganistão.
"Pressionado" pelos Generais que estão no terreno (Afeganistão), que solicitam o envio urgente de mais contingente miltar (nunca inferior a 40 mil militares), o presidente responde com acções de "propaganda" junto de militares afirmando que só os enviatá para missões que sejam "seguras", numa tentativa de não perder popularidade na opinião publica americana - designadamente junto das familias dos militares.
Analisando esta questão, na minha opinião, o presidente Obama está a ser um bom presidente, mais a nível externo dos EUA do que a nivel interno, já que os líderes mundiais (com raras excepções) reconhecem-lhe autoridade para impôr alguns valores que há muito andavam "esquecidos" - reconhecimento das diferenças, diálogo, respeito mutuo, etc.
No entento, considero ainda que esta questão do envio de tropas para o Afeganistão terá de ser resolvida o mais rápidamente pelo presidente Obama, uma vez que cada dia que passa as tropas americanas no terreno têm tido cada vez mais dificuldades em controlar o inimigo (talibans) tendo vindo a aumentar o numero de mortes americanas e consequentemente o diminuir da moral dos militares. Acho fundamental o reforço das tropas naquele teatro de operações na medida em que são necessários mais efectivos para controlar a actividade terrorista que põe em causa a segurança não só daquele território mas também de todo o mundo, tendo em conta que o Afeganistão é considerado por muitos analistas como "o embrião" da actividade terrorista em todo o mundo.
Em conclusão, penso que teremos de ter confiança no presidente da maior potência mundial uma vez que já demonstrou conseguir levar a "água ao seu moinho" tendo sido igualmente considerado como o "Nobel da Paz".
Penso que estou certo ao deduzir, pelo que ficou escrito, seres um admirador de Obama e do poderio bélico dos "states". Respeito as tuas convicções. Mas deixa-me dizer-te que a minha opinião, que já passou por uma fase idêntica, tem-se vindo a modificar tendo em conta toda a informação que venho assimilando em relação aos obscuros desígnios do poder dos EUA. E, se queres que te diga, a atribuição do Nobel da Paz a BA só pode ser entendida, como disse José Saramago, num contexto de investimento e de compromisso já que, na realidade, tudo que tem feito em prol da paz no mundo ainda não passou de uma carta de intenções.
ResponderEliminarE para poderes analisar melhor o que se passa no Afeganistão, recomendo-te a leitura deste artigo que, apesar de mal traduzido, permite ver o problema numa perspectiva diferente, mesmo tendo em linha de conta que poderá não ser a mais correcta.
Um abraço
È verdade. Sou um "pró" americano. Ademiro o poder dos EUA (o poder da sua diplomacia e ainda mais o poder bélico). Ainda é das poucas Nações que consegue impôr os seus valores e interesses ao resto do mundo, conseguindo projectar forças para qualquer ponto do globo, influenciando o mundo a seu favor.
ResponderEliminarQuanto ao texto que me referenciou, devo dizer que, após os ataques às torres gemeas em 2001, levados a cabo pela Alquaeda, os EUA iniciaram uma acção militar mundial contra o Terrorismo, quer no Afeganistão, quer no Iraque. E porquê nestes dois países?? Creio eu que por se tratar dos dois maiores locais de produção de terrorismo a nível mundial. A ideia foi boa, e os paises ocidentais devem estar agradecidos aos Americanos pelo facto destes demonstrarem àqueles povos que ainda existe alguém que está atento e é capaz de os travar.
È preciso não esquecer que o terrorismo está globalizado e a qualquer momento poderá bater à porta de qualquer país do mundo, levado a cabo por pessoas formadas e intruidas naquelas montanhas entre o Afeganistão e o Paquistão. Não me parece que os Americanos estejam a criar o caos naquela zona do globo.