quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

HAITI

O sismo que assombrou na semana passada o Haiti e que vitimou milhares de pessoas (75 mil até este momento) suscitou-me um leque de sentimentos que por vezes estão um pouco esquecidos e que normalmente só são recordados quando algo de muito mau acontece.
Ao ver as imagens que nos chegam a casa através dos meios de comunicação social sinto uma enorme tristeza, frustração e incompreensão.
De facto, sinto muita tristeza ao ver o sofrimento de um povo que foi abalado por uma catástrofe que fustigou tudo e todos, não olhando á idade, sexo nem á raça e cultura das pessoas. É nestes momentos que me apercebo com maior lucidez que não somos nada. Nada mesmo!! O ser humano não consegue controlar os efeitos devastadores da natureza. Fico chocado e sem palavras quando vejo aquelas imagens de pessoas mortas e feridas sem ter qualquer tipo de ajuda. Nem equipas de socorro, nem hospitais, estando entregues a si próprias.
Experimento também o sentimento de frustração quando vejo o sofrimento de pessoas completamente destruídas, em termos físicos e psicológicos, e eu, do outro lado do oceano sem poder fazer nada para aliviar o sofrimento daqueles sofredores.
Sinto igualmente incompreensão pelo facto da comunidade mundial parecer estar inactiva e serena a observar os acontecimentos sem ter qualquer resposta de ajuda humanitária. De facto, nos dois primeiros dias a seguir ao sismo não havia qualquer resposta por parte dos países desenvolvidos.
Por outro lado, foram os EUA a dar o primeiro passo em termos de ajuda humanitária enviando para o Haiti as primeiras equipas de socorro. Foi igualmente o primeiro país a enviar meios militares (11 mil soldados) para garantir a segurança das acções de distribuição de alimentos e a segurança do país.
Continuo a achar que os EUA são a maior potência mundial e aquela que é capaz de projectar forças (militares ou outras) em tempo útil em qualquer ponto do planeta.
A ONU vai enviar (só agora) 3500 militares e policias para aquele país.

domingo, 10 de janeiro de 2010

ESCREVAM

Exorto a todos quantos consultam este pequenino blogue para que escrevam e comentem os assuntos aqui elencados. Só assim conhecemos a opinião de cada um. Só assim conseguimos ir mais além no pensamento e no conhecimento.
Se entrou neste blogue, então escreva!!!

PERSEGUIÇÃO NA TORRE

A GNR perseguiu e deteve dois cidadãos espanhóis em Torre de Moncorvo, distrito de Bragança. Foi noticiado nos órgãos de comunicação social que as autoridades espanholas afirmam tratar-se de dois supostos elementos da ETA.
Os dois cidadãos, homem e mulher, seguiam numa carrinha com explosivos e após alguns kms de perseguição foram detidos sem resistência.
A Policia Judiciária investiga o caso, sendo que vão ser presentes a um Juiz do Tribunal Central de Investigação Criminal acusados de posse de ilegal arma, desobediência e furto de veículo. Espanha já pediu a extradição dos dois.
Até aqui tudo normal.
No entanto, algumas questões se levantam sobre este caso, designadamente:
O que andam estes cidadãos a fazer no nosso País? Será o nosso país um dos objectivos daquela organização terrorista? será o nosso país um local onde já existem bases (esconderijos) desta organização?
Não sei responder a estas perguntas.
No entanto, devemos estar atentos a este tipo de movimentações no nosso país, esperando que as autoridades Portuguesas e Espanholas mantenham uma estreita ligação e uma acção coordenada, com troca de informações, de modo a permitir desvendar este e outros casos futuros, caso venham a acontecer, uma vez que está em causa a segurança dos Portugueses.
Por outro lado, espero que a ETA não se instale no nosso país porque isso será muito mau para um País de "brandos costumes". É um cenário muito distante mas possível. Basta pensar que em Espanha e França a ETA está a ser muito fustigada pelas respectivas policias, que descobrem cada vez um maior número de esconderijos e os respectivos operacionais.
Começo a pensar que, porventura, ainda deveriam existir as fronteiras terrestres...
Um nota muito positiva para os militares da GNR envolvidos na operação, que tiveram uma atitude eficiente.

sábado, 2 de janeiro de 2010

"NOVO" FLAGELO

O ano de 2010 será considerado o Ano Europeu da Luta Contra a Pobreza e Exclusão Social.
Neste ano Portugal gastará 700 mil euros para colocar o tema na agenda.
Há três meses, o inquérito Eurobarómetro revelava que 62 por cento dos portugueses diziam ter alguma dificuldade em viver com o rendimento doméstico mensal, enquanto 15 por cento consideravam ser difícil.
No nosso país existem cerca de 2 milhões de pobres.
Por outro lado, é necessário perceber que não basta ter um emprego porque grande parte dos nossos pobres têm um emprego mas têm um vencimento tão baixo e tão inseguro que não permite criar condições para as famílias poderem aliviar as suas necessidades e a sua qualidade de vida.
A erradicação da pobreza vai ser um fenómeno muito difícil de atingir. Precisamos de mudar a mentalidade e a actividade da sociedade em geral, de pôr as pessoas em primeiro lugar nas preocupações sociais, políticas e económicas.
Começo a perceber que estamos perante um problema grave que está a "contaminar" a nossa sociedade.
Mais, começo a verificar que a pobreza afecta cada vez mais as famílias Portuguesas e está patente mesmo ao nosso lado. Se verificar-mos as ruas das nossas cidades encontramos cada vez um maior numero de pessoas a pedir, mal vestidas, desnutridas e com carências físicas visíveis aos olhos de cada um de nós. No entanto, a sociedade vive como se este flagelo não existisse e que a sua resolução compete ás instituições publicas.
Pelo contrário, acho que é um problema de todos nós e que devemos olhar para ele de maneira diferente ajudando aqueles que estão mais próximos de nós.