terça-feira, 17 de junho de 2014

Internet: o bom e o mau

De acordo com o jornal "Expresso" de 13 de junho, "Cada vez mais jovens estão viciados em jogos online..." verificando-se que uma grande percentagem de jovens estão afetados pelo vicio dos jogos no computador, passando longas horas fechados nos quartos sem terem a consciência que estão viciados. 
Há já hospitais públicos e clínicas privadas que criaram o serviço específico de tratamento deste vicio - "...Núcleo de Intervenção Problemática da Internet (NUPI)..." -, para tratamento de jovens e adultos de idade compreendida entre os 15 e os 34 anos de idade.
A mesma noticia refere igualmente que os jovens "...estão cada vez mais ligados à net e começam cada vez mais cedo..." , constatando que "...[a]os 11 anos, 80% têm página no Facebook".
Para tudo isto muito contribuem (alguns) pais que promovem esta aproximação às novas tecnologias desde muito cedo, para manter as crianças entretidas enquanto os os progenitores fazem as suas atividades.
De facto, já tenho reparado nas inúmeras crianças que em diversos espaços públicos apresentam um telemóvel, uma tablet PC, smartfone e/ou outros, completamente fixados nos jogos que têm à sua frente, sob a felicidade e descontração dos pais.
Assistimos hoje em dia a uma sociedade cada vez mais "informatizada" ou "tecnológica", o que no meu entender considero benéfico achando, todavia, que deverá haver moderação (como tudo na vida).
Apesar das novas tecnologias nos permitirem ter acesso rápido a informação e promoverem a aproximação de pessoas (através das redes sociais e não só), considero também que se não houver um rigoroso enquadramento das crianças e jovens nesta matéria poderemos assistir a um aumento do número de viciados nestas ferramentas, com as consequências que daí advenham.  
Vejo a Internet como uma ferramenta excecional que nos dá enormes vantagens. Porém, constato também que falta às crianças e jovens da "geração Z" uma mudança das rotinas e hábitos, nomeadamente com a promoção de atividades que hoje em dia são menosprezadas e que favorecem o desenvolvimento intelectual e físico da geração futura.


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